Azores: a gem in the Atlantic

(please scroll down for English version)

Açores: uma pérola no Atlântico

Os Açores são uma pedra preciosa no Atlântico. A sua beleza e misticismo vão para além da riqueza natural e cultural, e estendem-se até haver quem diga que o arquipélago fica onde outrora se ergueu a cidade perdida de Atlântida!

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Cada ilha açoriana tem os seus encantos próprios. Os meus favoritos são os fenómenos vulcânicos; sinto-me realmente fascinada pelo seu exotismo quase sobrenatural. Mas há também a imensidão de flores coloridas, que ornamentam a berma das estradas na Primavera; as lagoas e cascatas cor de safira e esmeralda; e as grandiosas baleias cuja observação é tão popular nos Açores.

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View from Nossa Senhora da Conceição lookout, Horta, Faial

Todas estas maravilhas são mais vibrantes aqui do que em qualquer outro local, porque a natureza se encontra praticamente intocável, devido à baixa densidade populacional e à localização remota das ilhas. É verdade que esse isolamento pode atrasar o progresso, mas por outro lado protege estes tesouros que há muito desapareceram noutros locais.

É assim que se reúnem as condições perfeitas para uma natureza sem par. Não se trata da atratividade deslumbrante de uma praia tropical; nem tão pouco da beleza gelada das terras do norte. É antes uma magnificência melancólica que fica algures no meio, engendrada pela solidão do oceano, onde o tempo mostra todas as caras num só dia, e o sol nunca tem a certeza de brilhar durante muito tempo. É quase como um feitiço que cativa quem aterra nas ilhas.

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View over Horta, Faial

Eu poderia falar-vos das maravilhas particulares de cada ilha dos Açores, mas hoje vou focar-me na pequena ilha do Faial. Por vezes o Faial aparece nos roteiros, porque é tão próximo do Pico e de S. Jorge; mas ainda assim parece-me bastante subestimado, por isso encorajo-vos a descobri-lo 🙂

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Hiking among ancient volcanoes, Faial

Uma vez que é uma ilha com menos de 200 km2, pode ser explorada em detalhe, ainda que só se tenha um par de dias. Quando lá estivemos, aproveitámos para ver a cidade e os arredores onde dava para ir a pé, na própria tarde da nossa chegada. Depois, no dia seguinte, tivemos tempo suficiente para dar a volta à ilha de carro, parando literalmente em todos os miradouros (que valem bem a pena!). Também tomámos a pequena estrada que vai até ao coração da ilha, para vermos o cenário deslumbrante que é a Caldeira. E para além disso, ainda tivemos tempo para fazer uma caminhada de 12km na parte oeste da ilha. Subimos e descemos antigos cones vulcânicos, agora transformados em suaves montanhas cobertas de verde luxuriante; e terminámos nos Capelinhos, o vulcão que ainda está ativo, mas adormecido há 60 anos. Conforme nos aproximávamos da sua área, a paisagem tornava-se negra, como se estivéssemos realmente a entrar nos domínios do deus Vulcano. Uma experiência extraordinária!

À noite fomos jantar ao Café Peter’s, na Horta, a capital do Faial. E no dia seguinte voámos para outra ilha, mas de manhã ainda tivemos tempo para mais um passeio cénico.

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Capelinhos volcano, Faial

Finalmente, deixámos a ilha do Faial com o sentimento de realização do quanto se pode fazer em tão pouco tempo e num pedaço de terra tão pequeno 🙂

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Azores: a gem in the Atlantic

Azores is a precious gem in the Atlantic. Its beauty and mysticism stretch beyond the rich nature and culture, to the possibility that it may lie where once stood the ancient lost city of Atlantis!

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Nossa Senhora da Conceição lookout

Each Azores island encloses charms of its own. My personal favorite are the volcanic features, for I feel relentlessly drawn to the supernatural wonder of these exquisite phenomena. But there are also the beautiful flowers, that ornament the roadsides in spring; gorgeous lagoons and waterfalls of sapphire and emerald hues; and the exotic whale watching, which is so popular in Azores.

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Morro de Castelo Branco, Faial

All these marvels are more vibrant here than anywhere, because of the unspoiled nature that comes from the under population and remoteness of the islands. It’s true that it delays progress, but on the other hand it preserves what is long lost in most of other places.

And so we have the perfect conditions for unmatched natural beauty. It’s not about the eye-catching attractiveness of a tropical beach, nor the frozen charms of the northern lands. It’s rather the gloomy magnificence that stands in between, crafted by the solitude of the ocean, where the weather shows all the faces in one day, and the sun is never sure to shine bright for long. It’s almost like a spell that captivates those who land in the islands.

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Caldeira, Faial

Although I could speak wonders of each particular island, today I’d like to focus on the small island of Faial. Sometimes it appears on itineraries, because is so close to Pico and São Jorge, but I think it’s really underrated and I encourage you to discover it 😉

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Hiking among ancient volcanoes, Faial

Since Faial has less than 200 km2, it can really be explored to the detail, even if you just stay for a couple of days. When we were there, we covered the city and walking distance surroundings on the very afternoon of our arrival. Then, on the second day we had enough time to drive around the island, stopping literally in every lookout (which is well worth!). We also took the narrow road that crosses the island, passing by the Caldeira, a feature with a dazzling landscape right in the heart of the island. Besides all this, we still had time for a 12 km hiking in the west side. We were going up and down among the huge bodies of ancient volcanoes, now turned to soft mountains covered with a lush green coat; and we ended in Capelinhos, the active volcano that has been resting for the last 60 years. As we approached it, the landscape turned dark, as if we were indeed entering the domain of the god Volcano himself. It was an amazing experience!

In the evening we dinned in the popular Peter’s Cafe, in Horta, the capital city of Faial. And in the next day we were flying for another island, but in the morning we still had time for a little more sightseeing.

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Approaching volcano of Capelinhos, Faial

In the end we left the island with the fulfilling sensation of how much we can do in such a short time, and such a small piece of land 🙂

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