Austrália in 20 days

(please scroll down for English version)

Austrália em 20 dias

A primeira vez que pensámos em ir à Austrália, imaginámos uma road trip, porque tal como já referi em um ou dois artigos, é algo que adoramos! A questão é que a Austrália sozinha é maior do que toda a Europa, portanto fomos obrigados a repensar o nosso plano, quer fosse em termos de meio de transporte, de duração da viagem ou de extensão de país a percorrer.

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Alargar a duração da viagem estava fora de causa, pois não era compatível com o nosso trabalho. Reduzir a extensão de país a percorrer estava fora de causa, pois não era compatível com o nosso desejo. Sendo assim concluímos que o sonho de uma road trip australiana teria que ser abandonado, ou pelo menos reajustado. Foi o que fizemos, transformámos o que era para ser uma única road trip épica, em várias mini road trips ligadas entre si por cómodos voos de avião. Foi uma grande ideia e passámos umas férias maravilhosas!

Em três semanas percorremos muitas das principais atrações da Austrália oriental, cuidadosamente escolhidas para se adaptarem ao nosso gosto. Claro que mesmo com os voos de ligação não foi possível ir a todo o lado; particularmente a Austrália Ocidental, da qual literalmente só atravessámos a fronteira quando estivemos em Uluru, acabou por ficar fora do nosso plano. Mas eu digo sempre que não é mau deixarmos coisas por ver, pois dá-nos a motivação para voltar um dia! E globalmente ficámos muito satisfeitos com o nosso itinerário, e apaixonados pelo país do Outback, por isso quero partilhá-lo convosco 🙂

  • Dia 1: chegar a Melbourne e dormir para minimizar o jet lag.
  • Dia 2: ir de carro de Melbourne para Port Campbel pela Great Ocean Road

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Desfrutar da maravilhosa vista da costa, e fazer pontaria para ver o pôr-do-sol junto dos Twelve Apostoles. Pelo caminho podemos parar no Kafé Koala, em Kennett River, para um lanche saboroso. Aí é possível avistar koalas 🙂

  • Dia 3: voltar de Port Campbel para Melbourne

Desta vez deixamos a costa e vimos pelo Parque Regional de You Yangs. Lá podemos encontrar koalas na natureza, assim como cangurus e outros animais no Santuário de Serendip. Antes de entrarmos em Melbourne, vale a pena fazer uma visita a uma quinta de vinhos, e fazer uma degustação dos néctares australianos.

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  • Dia 4: Melbourne

Melbourne é uma cidade vibrante e cheia de estilo. Como só reservámos um dia para a explorar, há que escolher bem o que fazemos. Aqui está a minha seleção top 5:

  1. Fazer um brunch delicioso (para inspirações apetitosas podem ver a página de Instagram #breakfastinmelbourne)
  2. Visitar os mercados de Melbourne: o South Melbourne market, na margem sul da cidade, mas acessível a pé; e o Queen Victoria Market, o mais popular e mais central.
  3. Admirar a arte de rua, em Hosier Lane: é colorida, é irreverente e tem que se ver para se sentir a onda!
  4. Andar no elétrico turístico que dá a volta à cidade: é uma boa forma de se ter uma vista global do coração da cidade, e é grátis!
  5. Brunswick Street: é uma rua cheia de cafés e lojas super trendy. O mais difícil é escolher em qual deles entrar para tomar um café, um lanche ou para comprar alguma coisa especial.

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  • Dia 5: voo de Melbourne para Hobart

Bem vindos à Tasmania! Aproveitamos o primeiro dia para visitar as principais atrações de Hobart: o MONA (museu da arte antiga e nova), a praça Salamanca, e o Monte Wellington.

  • Dia 6: ir de carro de Hobart para Cradle Mountain

É uma viagem longa de carro, mas vale bem a pena pelas paisagens deslumbrantes que percorremos!

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  • Dia 7: Cradle Mountain

Para mim foi um dos pontos altos da viagem! Podemos pedir no hotel um piquenique para levar, e sair para caminhar pelos imensos tilhos da região. Vamos passar por florestas verdejantes, cascatas e lagos magníficos. Pelo caminho é provável encontrarmos vários tipos de vida selvagem, como cangurus, wombats e os famosos diabos da tasmânia. No fim do dia podemos desfrutar de um belo jantar e de um serão à lareira no conforto do hotel.

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  • Dia 8: regressar de carro de Cradle Mountain para Hobart

Desta vez vamos pelo norte, passando por Wineglass Bay e Bay of Fires, dois sítios cuja beleza singular da vista faz o caminho valer a pena!

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  • Dia 9: voo de Hobart para Cairns e ir de carro até Port Douglas

Este é o momento da viagem em que deixamos o Inverno e passamos finalmente ao Verão! No nosso caso, escolhemos ficar em Port Douglas, porque é mais tranquilo do que Cairns, mas ainda assim tem imensa vida e uma grande variedade de restaurantes e cafés. Para além disso, é de Port Douglas que saem muitos dos cruzeiros para a Grande Barreira de Coral.

  • Dia 10: cruzeiro na Grande Barreira de Coral

Esta é sem dúvida uma das principais atrações da Austrália, e algo imperdível. Infelizmente para nós, não tivemos sorte com o tempo, e o mar estava tão agitado que comprometeu a visibilidade subaquática 😦 Acredito que com boas condições atmosféricas deve ser uma experiência maravilhosa, mas para nós ficou aquém das expectativas. A parte boa deste dia foi o excelente Airbnb, que tinha uma ótima piscina na qual pudemos nadar sem água agitada e sem fatos anti-alforreca.

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  • Dia 11: Visita à Daintree Rainforest

Esta é a maior floresta tropical da Austrália, lar para uma grande variedade de vida selvagem. Para mim, os três pontos a não perder são:

  1. Fazer um cruzeiro no rio Daintree, onde podemos observar crocodilos
  2. Ir para norte até Cape Tribulation, uma praia que parece selvagem
  3. No regresso, parar em Mossman Gorge, um local onde podemos caminhar pela floresta luxuriante e conhecer um pouco da cultura aborígene.

Nesta noite dormimos em Cairns e preparamo-nos para o próximo voo na manhã seguinte.

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  • Dia 12: voo de Cairns para Ayers Rock

Ayers Rock é o deserto vermelho, literalmente no meio de nenhures. Para além da vila estilo resort, onde se encontram os hotéis, os dois restaurantes, o supermercado e algumas lojas, não há mais nada. Vale a pena aproveitar para nos desligarmos, abraçarmos o silêncio e sintonizar-nos com a natureza, começando por ajustar as nossas rotinas diárias às horas de nascer e pôr-do-sol. Isso é importante porque em Uluru o nascer o pôr-do-sol são toda uma experiência. Há pontos específicos para os ver, e ficam espantosamente cheios! O objetivo neste dia é explorar a vila, e encontrar o sítio perfeito para ver o nosso primeiro pôr-do-sol no deserto, que é verdadeiramente espetacular!

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  • Dia 13: Uluru

Acordamos cedo para ver o nascer do sol. Depois podemos voltar ao hotel para tomar o pequeno-almoço, ou começar logo a caminhar. O objetivo é fazer a caminhada à volta de Uluru, o grande rochedo que é um ícone da Austrália, e que é sagrado para o povo Aborígene. Uma vez que é terreno plano, a caminhada é fácil. O único aspeto a ter em conta é que convém começar cedo para acabar cedo (idealmente antes das 11:00), dado que com o avançar do dia fica um calor insuportável. Depois podemos passar a tarde a relaxar na piscina do hotel até ao pôr-do-sol, ao qual vamos querer assistir de outro ponto designado.

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  • Dia 14: Kata-Tjuta

Uma vez mais acordamos cedo para ver o nascer do sol, e seguimos de carro para Kata-Tjuta, também conhecido por Olgas. Aqui há 2 trilhos magníficos para percorrer: Valley of the Winds e Walpa Gorge. O segundo é bastante fácil; o primeiro implica algumas subidas, mas também não é demasiado difícil. Há apenas que ter em atenção que alguns pontos do trilho fecham, se a temperatura estiver acima dos 36ºC.

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  • Dia 15: voo de Ayers Rock para Darwin e ir de carro para Kakadu

Esta manhã será o nosso último nascer do sol no deserto, por isso não o vamos querer perder 😉 Depois do pequeno-almoço apanhamos o avião para Darwin (provavelmente com uma escala em Alice Springs). Chegando a Darwin, o objetivo é ir de carro até ao Parque Nacional de Kakadu, o que ainda demora 2h a 3h.

  • Dia 16: Kakadu

Kakadu é uma região vasta e selvagem, e muitas estradas são apenas acessíveis para veículos 4×4. Sendo assim pode ser interessante contratar uma viagem organizada para ir aos sítios mais inacessíveis, como por exemplo as Jim Jim Falls ou as Twin Falls. Uma visita guiada vai também levar-nos a maravilhosas piscinas naturais onde podemos nadar sem risco de crocodilos, o que se fossemos sozinhos não seria possível, dado que não saberíamos ao certo que locais são seguros ou não.

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  • Dia 17: Kakadu

Depois do dia de visita guiada, é bom termos um dia para explorar por nossa conta. Há inúmeros trilhos em Kakadu, abertos ou não dependendo da altura do ano. Para além disso, há cruzeiros cénicos no Yellow Water Billabong, uma experiência que vale a pena para desfrutar das belas paisagens e para observar vida selvagem.

  • Dia 18: ir de carro de Kakadu para Darwin

Vamos despedir-nos de Kakadu e regressar a Darwin. Pelo caminho podemos ainda fazer pequenas paragens para desfrutar da beleza da natureza da região.

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  • Dia 19: Darwin

Darwin é a grande cidade que incorpora o espírito do Território do Norte. Vamos aproveitar este ultimo dia para explorar a cidade tranquilamente: o Waterfront, as ruas de lojas, o Jardim Botânico… e a praia extensa de água maravilhosamente morna, onde é desaconselhável nadar devido ao perigo de alforrecas!

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  • Dia 20: Regresso

Tudo o que é bom acaba depressa! Depois de 20 dias esplêndidos, regressamos a casa cheios de boas recordações da Austrália, e com um enorme desejo de regressar um dia 🙂

Se entretanto ficaram com vontade de embarcar nesta microaventura, vejam aqui onde podem ficar.

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Australia in 20 Days

The first time we thought of visiting Australia we imagined a road trip, because, as I mentioned in one or two posts before, we love road trips! The thing is: Australia alone is bigger than Europe all together, so we were really forced to reconsider our idea either in terms of means of transportation, length of the trip or scope of covered land.

To extend the length of the trip was out, for it was not compatible with our work. To restrain the scope of the covered land was out, for it was not compatible with our desire. So we were basically left to the conclusion that our dream idea of an Australian road trip would have to be abandoned, or at least readjusted. That’s what we did, we turned the concept of one single epic road trip into several cool smaller ones, linked together by convenient plane flights between them. It was a great idea and we had a beautiful time!

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In three weeks we had the chance to cover many of the key highlights of eastern Australia, carefully selected to suit our taste. Of course, even with the connecting flights it was not possible to go everywhere; particularly Western Australia, to which we only literally crossed the border when we were in Uluru, was sadly left out of our plan. As I always say, it’s good when we miss things, because it gives us the drive to go back some day! But overall we were pretty happy with our itinerary, and we definitively fell in love with the Outback country, so I wanted to share this with you 🙂

  • Day 1: arrive in Melbourne and sleep off the jet lag.
  • Day 2: drive from Melbourne to Port Campbel by the Great Ocean Road

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Enjoy the beautiful coastal view and try to see the sunset on the Twelve Apostoles. On the way you may stop at Kafé Koala, in Kennett River for a tasty snack and some koala spotting.

  • Day 3: drive back from Port Campbel to Melbourne

This time let go of the coast and make your way via the You Yangs Regional Park. There you may encounter more koalas in the wild, as well as kangaroos and other animals in Serendip Sanctuary. Before entering the big city there are also some wineries worth visiting, for a nice afternoon wine tasting.

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  • Day 4: Melbourne

Melbourne is a vibrant, cool stylish city, and this day is dedicated to getting to know it a bit. Since it’s only one day, you have to make the most out of it, and these are my personal top 5 highlights:

  1. An indulgent brunch in a trendy cafe (for inspiration you may check the Instagram page of #breakfastinmelbourne)
  2. Melbourne markets: South Melbourne market, in the south bank of the city, but still walking distance; and Queen Victoria market, the most popular and central one.
  3. Street art in Hosier Lane: it’s funky, colorful, and you need to see it to feel its vibe!
  4. The Tram around the city: it’s a good way to have a global overview of the heart of the city, and it’s free!
  5. Brunswick Street: it’s a super cool street with stylish cafes and shops. The hard part is choosing where to hop in for coffee, snacks and shopping.

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  • Day 5: fly from Melbourne to Hobart

Welcome to Tasmania! Take the first day to visit the hotspots in Hobart: MONA (the museum of old and new art), the Salamanca Place and Mount Wellington.

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  • Day 6: drive from Hobart to Cradle Mountain

It’s a long drive, but at the same time is well worth for the magnificent landscapes we go through!

  • Day 7: Crade Mountain

For me it was one of the greatest highlights of the trip! Take a picnic from the hotel and go hiking in the countless trails around the area. You will walk among greenish forests, sparkling waterfalls and lakes. On the way you’re likely to meet many sorts of friendly wildlife, such as kangaroos, wombats and the famous Tasmanian devils. In the end of the day indulge with a nice dinner and an evening by the fire in the comfort of the hotel.

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  • Day 8: drive from Cradle Mountain back to Hobart

This time we traveled north, via Wineglass Bay and the Bay of Fires, two marvelous features with a view worth seeing.

  • Day 9: fly from Hobart to Cairns and drive to Port Douglas

This is the point of the trip when you leave Winter behind and welcome Summer at last. We chose to stay in Port Douglas, because it’s not as busy as Cairns, but still is a lively town with plenty of restaurants and cafes. Furthermore, many cruises depart from here to the Great Reef Barrier.

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  • Day 10: cruise to the Great Reef Barrier

The Great Reef Barrier sure is one of the main highlights in Australia, and a must do. Sadly for us, we were not lucky with the weather, for the sea was too choppy and compromised the underwater visibility 😦 I still believe it must be beautiful with fine weather and calm sea, but for was it was not the best experience. The upside of the day was the super nice Airbnb, which had a swimming pool that we could enjoy, without choppy waves or sting suits.

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  • Day 11: tour to the Daintree Rainforest

The Daintree Rainforest is the largest tropical rainforest in Australia, and it bursts with exotic wildlife. These three things are my personal recommendation to experience its best:

  1. Go on a cruise in Daintree river, and spot crocodiles and other wildlife
  2. Drive north to the wild looking beach of Cape Tribulation
  3. On our way back south stop in Mossman Gorge, a great place to be in touch with the lush forest and to get to know a little of the aboriginal culture.

Sleep in Cairns tonight, and get ready for the morning flight tomorrow.

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  • Day 12: fly from Cairns to Ayers Rock

Ayers Rock is the red desert, literally in the middle of nowhere. Apart from the resort-like village with all the hotels, two restaurants, one supermarket and some shops, there is absolutely nothing. Take the chance to unplug, embrace the nothingness and tune yourself with the nature, starting by tuning your daily routine with the sunset and sunrise hours. That’s because watching the sunset and sunrise in Uluru is really a thing. There are specific viewpoints to do it, and they get amazingly crowded. Your goal today is to explore around and find the perfect spot to view your first sunset in the desert. It’s really spectacular!

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  • Day 13: Uluru

Wake up early enough to go watch the sunrise, in of the designated viewpoints. After you may come back to have breakfast in the hotel, or start hiking right away. The plan is to hike around Uluru, the big iconic rock, which is sacred for the aboriginal people. It’s an easy hike, because it’s flat. The only tip you should consider is to start early in order to finish early (before 11 am would be ideal), since as the sun goes high it becomes unbearably hot. You may then spend the afternoon relaxing in the hotel pool until sunset, which should be viewed in another of the designated sunset viewing points.

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  • Day 14: Kata-Tjuta

Wake up to see the sunrise and drive a bit further to Kata-Tjuta, aka the Olgas. There are two very scenic trails there: Valley of the Winds and Walpa Gorge. The later is very easy; the first involves some ascending parts, but overall it’s not extremely hard either. Just pay attention to the heat, because some sections of the trail close if temperatures raise above 36ºC.

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  • Day 15: flight from Ayers Rock to Darwin and drive to Kakadu

This morning will be your last sunrise in the desert, so don’t miss the chance to see it 😉 After breakfast, take the flight to Darwin (probably with a layover in Alice Springs). After arrival in Darwin, the goal is to drive to Kakadu National Park, which is still about 2h to 3h.

  • Day 16: Kakadu

Kakadu is a wide and wild land, and many of the roads are 4WD only. So, it may be useful to book a guided tour to cover the highlights that are only accessible by 4WD, such as the Twin Falls and the Jim Jim Falls. A guided tour will also take you to beautiful pools where you can swim safely, with no risk of crocodiles, which by yourself would be risky, since you can’t tell which places are croc-safe and not.

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  • Day 17: Kakadu

After the day with the guided tour, it’s good to have one day to explore on your own. There are countless hiking trails in Kakadu, depending on the time of year when you visit. Besides, there are the scenic cruises in the Yellow Water Billabong, a beautiful experience to enjoy the scenery and to spot wildlife.

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  • Day 18: drive from Kakadu to Darwin

Say goodbye to Kakadu and drive back to Darwin. On the way there are scenic spots to stop and enjoy the nature.

  • Day 19: Darwin

Darwin is the big city that embodies the spirit of the Northern Territory. Take this last day to stroll in the city and explore it: the waterfront, the shopping streets, the Botanic Garden… and the beach, which has amazingly warm water, but it’s not advisable to swim there due to the jellyfish 😦

  • Day 20: Return

All good thing come to an end, and after amazing 20 days, you’ll come back home with a good taste of Australia, and probably a desire to come back some day 😉

If by now you are feeling like going on such a microadventure, look here for the best places to stay.

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